Escorpiões e Descaso no HU: A Conta Não é da Unifesp, é da SPDM!

A reunião do Conselho Universitário (CONSU) de 11 de março de 2026 trouxe à tona uma denúncia alarmante que atinge o coração da nossa assistência à saúde e o ambiente de trabalho de centenas de servidores: a invasão de escorpiões, ratos e baratas no Hospital São Paulo (HSP). O que poderia ser apenas um problema de manutenção sanitária, no entanto, revela uma faceta muito mais profunda do desmonte do serviço público e da confusão deliberada entre o que é da universidade e o que é gerido pela iniciativa privada.
Essas denúncias foram repercutidas por grandes mídias como em link1, link2 e link3.
A Denúncia: O Hospital Sob Ataque de Pragas
O Conselheiro Rafael Beserra, representante dos Técnicos-Administrativos (TAEs), fez um desabafo. Relatos de escorpiões em áreas críticas e a presença constante de pragas no ambiente hospitalar não são apenas “problemas de infraestrutura”, mas parecem formas de assédio institucional, ou ainda pior, no caso de uma empresa privada (SPDM), dona do hospital São Paulo, parece um desacato ao servidor público, contra quem trabalha e quem busca atendimento. Trabalhar sob o medo de uma picada de escorpião ou em meio a ratos é o oposto da Excelência Acadêmica e do cuidado humanizado que defendemos.
O ponto central da fala de Rafael, que a Bancada Unifesp Mais Democrática e Popular faz questão de ecoar, é a blindagem midiática à SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina). Em diversas matérias veiculadas na imprensa sobre o descaso no hospital, o nome da SPDM é omitido, jogando toda a carga negativa e a responsabilidade sobre os ombros da Unifesp.
“Gostaria de pedir à nossa reitoria e à assessoria de imprensa que a gente fizesse uma nota de explicação. É muito importante explicar que o hospital não é da universidade… coloca na nossa conta uma responsabilidade que não é nossa.” — Conselheiro Rafael (Bancada U+DP).
É fundamental que a comunidade e a sociedade compreendam: a gestão do Hospital São Paulo é de responsabilidade da SPDM. Quando o hospital sofre com pragas e falta de manutenção, é a gestão privada que falha. No entanto, o bônus da “marca Unifesp” é usado para atrair recursos e prestígio, enquanto o ônus do descaso é empurrado para a universidade pública.
Para nós, uma Universidade Mais Pública exige que as parcerias e acordos de cooperação sejam transparentes e que os entes privados assumam suas responsabilidades. Não aceitaremos que a imagem da Unifesp seja manchada pela precarização imposta por gestões que não seguem o rigor e o compromisso público que norteiam nossa instituição.
É necessário:
- Nota Oficial da Reitoria: Esclarecendo à imprensa e à sociedade os limites da responsabilidade da Unifesp e da SPDM na gestão do hospital.
- Plano de Contingência Imediato: Dedetização e reformas estruturais urgentes para garantir a segurança biológica de servidores e pacientes.
- Fiscalização do Acordo de Cooperação: Que o CONSU tenha acesso a relatórios detalhados de manutenção e investimentos realizados pela SPDM no complexo hospitalar.
A saúde pública e a dignidade do trabalhador não podem ser vítimas de jogos de palavras ou de omissões convenientes.
Democracia se Faz na Base: O Debate sobre os Fluxos de Deliberação no CONSU
Por uma Unifesp + Democrática e + Transparente
A reunião do Conselho Universitário (CONSU) de 11 de março de 2026 trouxe à tona um debate fundamental para o futuro da nossa instituição: como as decisões que afetam a vida de milhares de servidores e estudantes são construídas e validadas. No centro da discussão estava o Grupo de Trabalho (GT) de Gestão com Pessoas e a necessidade de garantir que o debate não fique restrito às instâncias centrais, mas que pulse nas congregações de cada campus.
O Papel das Congregações: Mais que Ouvintes, Protagonistas
Um dos pontos mais sensíveis levantados foi a necessidade de clareza nos fluxos de deliberação. A Conselheira Maria Angélica foi incisiva ao cobrar que a comunidade acadêmica saiba exatamente onde e como as decisões são tomadas. Para nós não basta que as propostas “passem” pelas congregações; é preciso que as unidades universitárias tenham o poder de influenciar e orientar os votos de suas direções.
“Que esses fluxos fiquem bastante claros para todos nós… para sabermos como é que temos que participar e onde as deliberações serão tomadas.” — Conselheira Maria Angélica
A discussão revelou uma preocupação legítima: o risco de o CONSU se tornar um órgão que apenas “carimba” minutas prontas, sem absorver a riqueza e as particularidades do debate que ocorre nos campi. Um conselheiro de Osasco reforçou essa necessidade de conexão real entre o que se discute localmente e o que é votado no conselho superior.
“Nós, enquanto conselheiros do CONSU, temos que estar nas congregações para absorver esse debate também. Até para que haja esse match. Não adianta o GT fazer a discussão e eu chegar aqui no CONSU e só ler a minuta.” — Bob Botelho, Conselheiro.
A Bancada U+DP reafirma que uma Universidade Mais Democrática só se constrói com a participação ativa da comunidade universitária. O processo de elaboração de normas de gestão com pessoas deve ser um exercício de escuta e pactuação, e não uma imposição de cima para baixo.
Exigimos:
- Fluxogramas Claros de Decisão: Publicação de um guia simples que explique todas as etapas de deliberação de novos regramentos.
- Fortalecimento das Congregações: Garantia de que as contribuições feitas nas unidades sejam formalmente respondidas e consideradas nos textos finais.
- Presença Constante do GT na Base: Que os membros dos grupos de trabalho continuem circulando pelos campi para apresentações e debates abertos, conforme prometido pela gestão.
A democracia universitária não pode ser um rito burocrático; ela deve ser a prática cotidiana de construção do bem comum.
Professora Alba: Uma Vida Dedicada à Enfermagem Pública e à Autonomia Universitária
Por uma Unifesp + Pública e + Excelência Acadêmica
A reunião do Conselho Universitário (CONSU) de 11 de março de 2026 reservou um momento de profunda emoção e justiça histórica: a homenagem à Professora Alba, uma grande referência da enfermagem brasileira e pilar fundamental da nossa instituição. Para a Bancada Unifesp Mais Democrática e Popular, celebrar a trajetória da Professora Alba é reafirmar nosso compromisso com a Excelência Acadêmica e com a defesa de uma Universidade Pública que valoriza sua história e seus protagonistas.
Pioneirismo e Ciência no Cuidado
Com mais de cinco décadas de dedicação à Escola Paulista de Enfermagem (EPE), à Escola Paulista de Medicina (EPM) e ao Complexo Hospital São Paulo, a Professora Alba personifica a união entre o rigor científico e o cuidado humanizado. Sua trajetória é marcada por “primeiros”: foi a primeira a concluir mestrado e doutorado nas cadeiras básicas da fisiofarmacologia na EPE, quebrando barreiras em um ambiente acadêmico desafiador e abrindo caminhos para gerações de enfermeiras pesquisadoras.
A Luta pela Autonomia da EPE
Para além de sua brilhante carreira acadêmica, a Professora Alba foi uma líder estudantil em tempos sombrios de ditadura e uma defensora incansável da autonomia da enfermagem dentro da Unifesp. Sua atuação foi decisiva para que o Departamento de Enfermagem, então vinculado à Escola Paulista de Medicina, retomasse seu lugar de direito como uma Unidade Universitária independente em 2010. Essa conquista é um marco da nossa Autonomia e do fortalecimento da identidade institucional da EPE.
Um Legado que Transforma Vidas
Autora de obras clássicas como “Anamnese e Exame Físico”, a Professora Alba mudou a forma como a saúde é ensinada no Brasil. Sua serenidade, humildade e amor pelo serviço público são exemplos que ecoam nos corredores do Hospital São Paulo e nas salas de aula de todos os nossos campi. Ao receber a medalha de honra do CONSU, ela compartilhou, com a humildade que lhe é característica, o “medo” natural diante dos novos ciclos, lembrando-nos de que a coragem não é a ausência de medo, mas a capacidade de seguir em frente em defesa do que é justo.
“A professora Alba é uma mulher que quebrou barreiras em um ambiente desafiador… ela consolida sua carreira deixando uma legião de estudantes e pacientes que levam sua visão de cuidado humanizado e científico para o Brasil e para o mundo.” — Trecho da homenagem proferida no CONSU.
A Bancada Unifesp Mais Democrática e Popular saúda a Professora Alba. Seu legado é a prova de que a universidade pública se constrói com ciência, afeto e, acima de tudo, com a coragem de defender a autonomia e a dignidade do ensino e da saúde para todos.
Unifesp na Zona Leste: A Universidade Popular Ocupa seu Lugar de Direito
Por uma Unifesp + Popular e + Inclusiva
A última reunião do Conselho Universitário (CONSU) de 11 de março de 2026 trouxe notícias que renovam nossas esperanças no projeto de uma universidade socialmente referenciada e geograficamente democrática. O informe da Professora Patrícia, diretora do Campus Zona Leste (CZL), sobre o início das aulas e a recepção aos novos estudantes, é um marco para a consolidação da Unifesp em uma das regiões mais populosas e pulsantes de São Paulo.
Arquitetura e Urbanismo: Pensando a Cidade a partir da Periferia
A grande novidade deste semestre é o início das atividades do novo curso de Arquitetura e Urbanismo. Mais do que a abertura de vagas, a chegada deste curso à Zona Leste representa uma mudança de paradigma: é a possibilidade de pensar o espaço urbano, a habitação e o planejamento das cidades a partir da vivência de quem habita a periferia. Para a Bancada Unifesp Mais Democrática e Popular, este é um passo fundamental para o pilar da Universidade Popular, que não apenas ensina, mas aprende e se transforma com o território onde está inserida.
Geografia em Dois Turnos: Ampliando o Acesso
Outro ponto de destaque foi a expansão do curso de Geografia, que agora conta com uma turma vespertina para o Bacharelado e uma turma noturna para a Licenciatura. Essa diversificação de horários é uma vitória direta do pilar de Universidade Inclusiva, pois permite que estudantes trabalhadores — que muitas vezes são excluídos do ensino superior público por questões de horário — possam finalmente ocupar as salas de aula da Unifesp.
“É para compartilhar a alegria aí do Campus Zona Leste com essas novas turmas… temos novos cursos e novos períodos de presença dos estudantes na universidade.” — Professora Patrícia (Diretora do Campus Zona Leste).
Nossa Posição: Expansão com Qualidade e Permanência
A Bancada U+D celebra a ocupação do Campus Zona Leste e a chegada dos novos calouros. No entanto, reafirmamos que a expansão deve vir acompanhada de políticas robustas de Permanência Estudantil. Não basta abrir as portas; é preciso garantir que esses estudantes tenham auxílio-transporte, alimentação e infraestrutura adequada para concluir seus cursos com dignidade.
O que queremos:
- Consolidação da Infraestrutura: Que as obras e equipamentos necessários para os novos cursos de Arquitetura e Geografia sejam prioridade orçamentária.
- Fortalecimento do PNAES na Zona Leste: Atenção especial aos estudantes que ingressam nos novos períodos (vespertino e noturno), garantindo acesso a todos os serviços de apoio.
- Integração com a Comunidade: Que os novos cursos desenvolvam projetos de extensão que dialoguem diretamente com as demandas sociais da Zona Leste.
A Unifesp na Zona Leste é a prova de que a universidade pública pode e deve ser um motor de transformação social. Bem-vindos, calouros e calouras!
E esses foram os principais pontos do Conselho Universitário que a Bancada Unifesp Mais Democrática e Popular vem trazendo desde 2019, buscando sempre a participação da comunidade nos nossos debates.
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Até mais!